Tava lendo a Rolling Stone desse mês. Tem uma matéria daquele moleque que se suicidou em Porto Alegre e deixou cd, desenhos e coisetal. Não ouvi o cd, vi apenas os desenhos que publicaram. Interessantes, mas são desenhos de um garoto de 16 anos, modéstia à parte, eu desenhava melhor aos 16. Podia não saber representar tantas referências naquela época, mas tinha um traço melhor. As músicas não ouvi. Acho realmente duca um moleque com a idade dele compor coisa suficiente pra montar um cd, só consegui fazer isso com quase o dobro da idade dele.
Mas a questão não é bem essa, a genialidade ou não do garoto não vem ao caso... vem ao caso a estupidez do gesto.
Sim, eu sou bronco o suficiente pra achar suicídio uma estupidez. Em determinados casos (muito raros) posso até vir a relevar um pouco, mas não consigo imaginar alguém tirando a própria vida. Sei que sou simplista quando digo isso, mas é meu lado canalha, botequineiro e escroque que grita e não tenho a mínima vontade de dar um "cala-te!"
É falta de putaria.
Sim, falta de putaria. Se eu não quero morrer tão cedo de morte morrida, de morte provocada por mim mesmo então? Nunca! Ainda quero falar muita merda, perder noite de sono, me embriagar horrores, chegar em casa trocando as pernas e comer gente, muita gente.
Pode parecer grosseiro, mas acho que se esse moleque tivesse tido a companhia de uma meia dúzia de ruivas devassas (ou equivalentes) acho q ele não teria se matado. Por muito menos quero viver até os 100.
Sei lá o que se passa no coração das pessoas. No meu, eu sei. Putaria.
Sei ser sério, mas ainda acho que um pouco de libertinagem (no nível que cê conseguir suportar as conseqüências) é o que dá brilho à existência.
quinta-feira, 20 de março de 2008
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