Um bar, sábado à noite. Mesmo com as respectivas mulheres na mesa, mocinhas vêm e vão, passando ao lado, mas não ao largo.
Incrível como é difícil manter a linha. Às vezes acho que essas meninas de peitos duros e bundas grandes fazem isso por esporte, algo como "Quantos casais nós conseguimos fazer brigar hoje por conta dos caras olhando pra nós". E não há abraço na oficial que dê jeito no aprumar decotes e rebolar à vista dos machos.
E é quase um exercício de estrabismo poder apreciar as beldades sem que algo seja percebido e a discussão comece.
"Se não houvesse uma aliança, seria muito mais fácil", pensa o mancebo, "Se não houvesse uma aliança, elas não se exibiriam" responde o sábio demônio interior.
"Se ela pára na minha frente, 'estrago' ela", torna o moço, "E estraga o casamento", retruca o demônio.
Como? Porque o demônio se faz de anjo uma hora dessas?
Minha cara senhora, o demônio é do mal, e não burro. Ele sabe que, sem possibilidades de se fazer algo errado, ele não tem serventia. Simples assim.
Outro gole na bebida, um abraço na oficial, de quem o moço muito gosta e tudo volta ao normal.
domingo, 9 de março de 2008
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