domingo, 27 de abril de 2008

Uma navalha on the rocks, please

Tenho uma personalidade dúbia.
Alterno momentos de euforia incontida com uma melancolia incontrolável. Normalmente volto ao meio termo com música, muita música. Não tiro música do ouvido. Estou ficando surdo por isso, mas é algo que posso suportar.
Esses dias, ouvi novamente Damien Rice, baixei o O uns tempos atrás, ouvi bastante e depois o esqueci em algum cd de mp3. Resolvi ouvir mais um pouco, para saber porque havia parado de ouvi-lo, já que as lembranças eram boas.
Coloquei no Deezer e fui ouvir um pouco. O cara é bom, mas, dependendo de meu humor no dia, eu corto os pulsos na terceira faixa...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Por uma vidinha menos correta

Tava pensando umas coisas enquanto assisto o jornal da manhã.
Como vivemos uma vidinho ordinária num país ordinário. Apesar do orgulho que (ainda) tenho de ser brasileiro, considero que, como supostamente já dizia de Gaulle, o Brasil não é um país sério.
Um militar fala uma verdade sobre um bando de índios piolhentos e é chamado à atenção por um presidente inepto (a quem me arrependo de ter dado um voto de confiança uns anos atrás). Um cara mata e esquarteja uma mulher e vai responder em liberdade. Uma cidade (o país todo, praticamente) sofre com um mosquito e os dirigentes tão cagando pro detalhe. Os jornais preferem falar de quem come quem ou apontar suspeitos de crimes do que ficar atazanando a paciência de quem realmente precisa.
Sei lá... de saco cheio... uma hora me mudo pra roça e vou plantar cana, criar porcos e passar o resto da vida à base de pinga e torresmo.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Cai dentro?

Estava revendo hoje o clipe de Smack my bitch up, do Prodigy. Nem sou fã dos caras, mas gosto desse clipe. Talvez até mais que o batidão da música. Tem horas que gostaria de chutar uma penca de coisas e fazer algo do gênero.
Faz séculos que não vomito... deve ser por isso que tenho estado tão desagradável.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sobre mamutes e dinossauros

Uns tempos atrás, conversava com um amigo. Sobre o futuro dos jornais impressos. A internet estava cada vez mais forte, um portal se instalava próximo ao nosso local de trabalho e o amigo, que cursava jornalismo, se mostrava preocupado com o futuro.

Na época, chegamos à conclusão de que o futuro do jornalismo impresso seria investir em mais jornalismo investigativo, em detrimento "ao que aconteceu ontem". Estive pensando nisso ontem, enquanto a chuva caía à minha volta.

Não mudei muito de opinião nesses anos todos. Cada vez mais acho os jornais e revistas que entulham as bancas podres. Completamente podres. Não pelo fato de serem direita ou de esquerda. Acho a parcialidade totalmente aceitável, até mesmo preferível. Se quero opiniões de "direita", leio um jornal de "direita". Se quero uma opinião de "esquerda", leio um jornal ou revista que acha que o socialismo é o último grito.

O que me irrita é essa suposta imparcialidade e isenção. No final das contas, lemos o que os donos querem. Se o prefeito é do Partido X e libera uma verba ou abre um caminho, nada de falar mal dele. Criticar o Governador Y, que liberou a concessão? Jamais! Façam-me o favor e honrem as calças que vestem! Escolham um lado e assumam! Isso de ficar em cima do muro é que mata.

Além disso... acho que falta ao jornalismo atual a função de sentinela. Como? Simples... De quantos escândalos você ainda se lembra? Mensalão. Mensalinho. Dólar na cueca. Crise aérea. Que fim levaram esses e tantos outros? Melhor só falar dos acidentes na Avenida Brasil e engarrafamentos na Marginal Pinheiros, né? O povo tem memório curta. E, quem sabe aquele deputado que fez caca não pode ajudar a liberar a licença de construção de um novo prédio para a redação multimídia?