São duas palavrinhas que, ao lado de bonachão, eu carrego comigo desde sempre. Tirando algumas poucas mulheres, normalmente as pudicas, que, ao conseguirem ler a verdade em meus olhos, trocam de calçada, quase todas me dão algum tipo de atenção e confiam em mim.
Ontem, ao entrar num salão de gafieira para matar a saudade de um pouco de dança, a terceira menina com quem dancei ficou conversando comigo, como se nos conhecêssemos há tempos. Uma facilidade muito grande de entendimento... talvez porque eu, ali, era apenas alguém querendo dançar, sem intenção de cantar ou ser cantado... pelo puro prazer da dança. Pensei até em, ao me despedir antes do que eu planejava, pedir o telefone da mocinha. Mas depois pensei que isso poderia quebrar o encanto... deixei ao acaso a possibilidade de tornar a ver os olhos doces da mocinha morena.
Hoje cedo, ao sair para trabalhar, encontro uma amiga de décadas (cada vez mais linda), que me conta que conheceu alguém que me conhece. Entre conversas sobre mundo pequeno e coincidências, ela começa a me confidenciar que terminou o relacionamento de meia dúzia de anos e contar como está com medo de se envolver novamente
Engraçado como desperto a confiança nas pessoas...
Deve ser porque ando por aí de peito aberto, sem reserva nenhuma...
Deve ser...
domingo, 15 de junho de 2008
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