sábado, 15 de setembro de 2007

Lembra-se?

Quase três meses... antes tarde do que nunca...

Lá fora o dia está lindo, pedindo praia, cerveja, música. Aqui, protegido por vidraças grossas, o que brilha é a tela á minha frente. Por sorte a empresa está vazia, e a voz humana, por enquanto, ainda não me irrita.
Tenho estado estranhamente feliz. ou, melhor dizendo, estranhamente tranqüilo. Acho q um peso foi tirado de meus ombros, o gosto ruim que estava em minha boca foi engolido e desapareceu. A melancolia ainda é a companheira mais constante. Mas pelo menos, agora ela se mantém calada, na dela, enquanto eu continuo andando.

Andei passando mal uns dias. Repensando posicionamentos, analisando decisões.

O que aconteceria se eu tivesse retornado algumas ligações? Ou se, ao invés de ir pra um bar, eu tivesse ido a outro? Quem vai saber? Fiquei fazendo esse tipo de conjecturas toda uma tarde. Fiquei me lembrando de quantas bocas eu não beijei porque as donas estavam dando muito trabalho. Pelo menos umas três eram sérias candidatas a um amor platônico. Deixei-as para trás, nem sei mais nada delas. De uma, nem lembro como se proncuncia mais o nome. Só me lembro do nome da irmã dela, Maitê. Estranho se lembrar de uma pessoa que não teve influência sobre seus sonhos e não recordar do nome de quem te fez perder diversas noites de sono.

Somos todos estranhos. A diferença é que alguns convivem melhor com isso.